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Na prática

Como é uma sessão de Reiki? O que acontece, o que se sente e o que não esperar

Por Murilo Arruda · · 4 min de leitura

Uma sessão de Reiki dura cerca de uma hora. Começa com uma conversa breve, chamada anamnese, em que o terapeuta pergunta como você está e o que o trouxe. Depois você se deita numa maca ou colchonete, em ambiente tranquilo, e permanece vestido: a formação do Sistema Usui é explícita ao registrar que não é necessário despir a pessoa atendida. O terapeuta posiciona as mãos sobre ou próximo ao corpo, sem pressão e sem manipulação, percorrendo uma sequência de posições na frente e nas costas, cerca de cinco minutos em cada uma. Não há massagem, não há óleo e a conversa costuma cessar. As sensações mais relatadas são calor nas mãos do terapeuta, relaxamento profundo, formigamento leve e sonolência. Muita gente adormece durante a aplicação, e isso não atrapalha em nada. Não sentir nada de extraordinário também é um resultado possível.
Neste artigo

Quem nunca fez costuma chegar com uma imagem vaga do que vai acontecer — e com uma pergunta prática que quase ninguém faz em voz alta. Vamos pela ordem.

Quanto tempo dura uma sessão?#

Cerca de uma hora, incluindo a conversa inicial. A aplicação em si toma a maior parte desse tempo.

A duração vem da própria estrutura da prática: são doze posições de mãos na frente do corpo e dez nas costas, com cerca de cinco minutos em cada — embora o terapeuta possa permanecer mais tempo onde percebe necessidade.

Preciso tirar a roupa?#

Não. Esta é a dúvida mais comum antes da primeira sessão, e a resposta é a mais curta do texto.

Você permanece vestido do começo ao fim. A formação do Sistema Usui registra isso explicitamente, e por um motivo simples: o Reiki não é massagem. Não há manipulação, não há óleo, não há necessidade de contato com a pele. As mãos ficam apoiadas com suavidade sobre o corpo ou logo acima dele.

Se em algum lugar te pedirem para se despir para receber Reiki, essa é a hora de fazer perguntas.

Como é a conversa inicial?#

Antes da aplicação há uma anamnese — uma conversa curta, sem formulário extenso e sem interrogatório.

O terapeuta pergunta como você está, o que te trouxe, se há algo que gostaria de trabalhar. É um momento de acolhimento e de combinar o básico: onde você prefere que as mãos não encostem, se prefere silêncio ou música, se há alguma região sensível.

Vale dizer o que essa conversa não é. Ela não é consulta, não gera diagnóstico e não avalia condição de saúde. O terapeuta holístico não é profissional de saúde habilitado e a formação é clara quanto a esse limite.

O que as pessoas costumam sentir?#

Varia bastante de pessoa para pessoa, e varia na mesma pessoa de uma sessão para outra. As descrições mais frequentes:

  • Calor nas mãos do terapeuta, às vezes surpreendentemente intenso
  • Relaxamento profundo, do tipo que custa a aparecer em casa
  • Sonolência — dormir durante a sessão é comum e não atrapalha
  • Formigamento leve ou sensação de peso nos membros
  • Emoção que aparece sem causa identificável, inclusive vontade de chorar
  • Às vezes, nada de especial — e isso também é um resultado possível

Não sentir nada extraordinário não significa que a sessão não serviu. Uma hora deitado em silêncio, sem telefone, com alguém prestando atenção em você, já é incomum o bastante.

Quantas sessões são necessárias?#

Não há número fixo, e desconfie de quem oferecer um pacote fechado com resultado prometido.

O que se costuma sugerir é experimentar uma, observar como você se sente nos dias seguintes e decidir a partir daí. Algumas pessoas fazem sessões pontuais, em momentos específicos. Outras mantêm uma frequência regular, do mesmo jeito que mantêm outras rotinas de cuidado.

Quem se forma no Nível 1 aprende a autoaplicação justamente para não depender de agendamento — o primeiro paciente do reikiano é ele mesmo.

O que o Reiki não faz#

Esta seção existe porque a anterior seria incompleta sem ela.

  • Não diagnostica. Nenhuma sensação percebida durante a sessão é informação clínica sobre você.
  • Não trata doença e não deve ser procurado no lugar de atendimento de saúde.
  • Não substitui medicação, terapia, acompanhamento médico ou psicológico. Ele acompanha; não ocupa o lugar.
  • Não garante resultado. Cada pessoa responde do seu jeito e no seu tempo.
  • Não depende de crença. Não é preciso acreditar em nada para se deitar e receber.

A própria formação é explícita quanto ao lugar de quem aplica:

O reikiano não é anjo e nem tem superpoderes — é um canal.

Como agendar#

No Instituto, o primeiro passo não é uma compra: é uma conversa. A gente se conhece, entende o seu momento e sente junto se essa vivência faz sentido para você agora.

Se fizer, a partir daí a gente combina o resto.

Fontes e referências

  • OMS (2007) recomendou o Reiki como modalidade de tratamento sem uso de medicamentos.
  • Portaria MS 971 (2006) instituiu o Reiki na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).
  • Portaria MS 145 (2017) o Reiki passou a ser oferecido no SUS.
  • CBO 3221-25 ocupação de terapeuta holístico reconhecida pelo Ministério do Trabalho.
  • CNAE 8690-9/01 atividade de práticas integrativas e complementares em saúde humana, que cita o Reiki nominalmente (CONCLA/IBGE).

O Reiki é uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde reconhecida pelo Ministério da Saúde (PNPIC). Não substitui diagnóstico, tratamento ou acompanhamento médico ou psicológico.

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