Como é uma sessão de Reiki? O que acontece, o que se sente e o que não esperar
Por Murilo Arruda · · 4 min de leitura
Neste artigo
Quem nunca fez costuma chegar com uma imagem vaga do que vai acontecer — e com uma pergunta prática que quase ninguém faz em voz alta. Vamos pela ordem.
Quanto tempo dura uma sessão?#
Cerca de uma hora, incluindo a conversa inicial. A aplicação em si toma a maior parte desse tempo.
A duração vem da própria estrutura da prática: são doze posições de mãos na frente do corpo e dez nas costas, com cerca de cinco minutos em cada — embora o terapeuta possa permanecer mais tempo onde percebe necessidade.
Preciso tirar a roupa?#
Não. Esta é a dúvida mais comum antes da primeira sessão, e a resposta é a mais curta do texto.
Você permanece vestido do começo ao fim. A formação do Sistema Usui registra isso explicitamente, e por um motivo simples: o Reiki não é massagem. Não há manipulação, não há óleo, não há necessidade de contato com a pele. As mãos ficam apoiadas com suavidade sobre o corpo ou logo acima dele.
Se em algum lugar te pedirem para se despir para receber Reiki, essa é a hora de fazer perguntas.
Como é a conversa inicial?#
Antes da aplicação há uma anamnese — uma conversa curta, sem formulário extenso e sem interrogatório.
O terapeuta pergunta como você está, o que te trouxe, se há algo que gostaria de trabalhar. É um momento de acolhimento e de combinar o básico: onde você prefere que as mãos não encostem, se prefere silêncio ou música, se há alguma região sensível.
Vale dizer o que essa conversa não é. Ela não é consulta, não gera diagnóstico e não avalia condição de saúde. O terapeuta holístico não é profissional de saúde habilitado e a formação é clara quanto a esse limite.
O que as pessoas costumam sentir?#
Varia bastante de pessoa para pessoa, e varia na mesma pessoa de uma sessão para outra. As descrições mais frequentes:
- Calor nas mãos do terapeuta, às vezes surpreendentemente intenso
- Relaxamento profundo, do tipo que custa a aparecer em casa
- Sonolência — dormir durante a sessão é comum e não atrapalha
- Formigamento leve ou sensação de peso nos membros
- Emoção que aparece sem causa identificável, inclusive vontade de chorar
- Às vezes, nada de especial — e isso também é um resultado possível
Não sentir nada extraordinário não significa que a sessão não serviu. Uma hora deitado em silêncio, sem telefone, com alguém prestando atenção em você, já é incomum o bastante.
Quantas sessões são necessárias?#
Não há número fixo, e desconfie de quem oferecer um pacote fechado com resultado prometido.
O que se costuma sugerir é experimentar uma, observar como você se sente nos dias seguintes e decidir a partir daí. Algumas pessoas fazem sessões pontuais, em momentos específicos. Outras mantêm uma frequência regular, do mesmo jeito que mantêm outras rotinas de cuidado.
Quem se forma no Nível 1 aprende a autoaplicação justamente para não depender de agendamento — o primeiro paciente do reikiano é ele mesmo.
O que o Reiki não faz#
Esta seção existe porque a anterior seria incompleta sem ela.
- Não diagnostica. Nenhuma sensação percebida durante a sessão é informação clínica sobre você.
- Não trata doença e não deve ser procurado no lugar de atendimento de saúde.
- Não substitui medicação, terapia, acompanhamento médico ou psicológico. Ele acompanha; não ocupa o lugar.
- Não garante resultado. Cada pessoa responde do seu jeito e no seu tempo.
- Não depende de crença. Não é preciso acreditar em nada para se deitar e receber.
A própria formação é explícita quanto ao lugar de quem aplica:
O reikiano não é anjo e nem tem superpoderes — é um canal.
Como agendar#
No Instituto, o primeiro passo não é uma compra: é uma conversa. A gente se conhece, entende o seu momento e sente junto se essa vivência faz sentido para você agora.
Se fizer, a partir daí a gente combina o resto.
Fontes e referências
- OMS (2007) — recomendou o Reiki como modalidade de tratamento sem uso de medicamentos.
- Portaria MS 971 (2006) — instituiu o Reiki na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).
- Portaria MS 145 (2017) — o Reiki passou a ser oferecido no SUS.
- CBO 3221-25 — ocupação de terapeuta holístico reconhecida pelo Ministério do Trabalho.
- CNAE 8690-9/01 — atividade de práticas integrativas e complementares em saúde humana, que cita o Reiki nominalmente (CONCLA/IBGE).
O Reiki é uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde reconhecida pelo Ministério da Saúde (PNPIC). Não substitui diagnóstico, tratamento ou acompanhamento médico ou psicológico.
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